Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010
À Lei Da Bola.

Têm sido algumas as mensagens no Facebook a perguntar-me se o À Lei Da Bola irá voltar. Gostaria, tanto quanto vocês, que partíssemos para mais uma temporada, porém o projecto encerrou definitivamente o seu ciclo. Várias condicionantes levaram a que fosse impossível continuar, embora fosse a nossa vontade enquanto protagonistas. Se me afirmei nos últimos dois anos, como humorista mas também como aprendiz de actor, em grande parte o devo à prática e à rodagem que o À Lei Da Bola me deu. Evoluí como nunca poderia ter evoluído sem aquele espaço, e comecei a conquistar o meu público. Agradeço aos guionistas, a toda equipa que trabalhou comigo, semana após semana, a ver-me crescer ali, e a todos os que nos viram e acompanharam. Felizmente, está tudo imortalizado no site e também no youtube, e todos poderemos rever o que se fez quando quisermos. Agora, este fim de férias serve para um sprint final no que à faculdade diz respeito, há exames p'rá semana que, em princípio, chegarão para acabar o curso. Depois disso, já há projectos na calha. Para despedida, recordo este, mas podia ter recordado muitos outros.

 

 

 

 



publicado por Luís Franco-Bastos às 19:30
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Terça-feira, 10 de Agosto de 2010
Eurotwitt.

Já estão gravados, na íntegra, os dois últimos programas, o que inclui a rubrica que apresento, "Da Europa Com Humor", escrita pela Joana Marques. Para quem não seguiu o programa (sei que todos, juntamente com a minha mãe, o seguiram fervorosamente, portanto nem sei porque digo isto), todos os 26 programas (dois dos quais ainda por emitir) poderão ser vistos aqui. Um magazine juvenil sobre a actualidade e os objectivos da União Europeia, do qual me orgulho de ter feito parte e com o qual evoluí fazendo coisas algo diferentes de tudo o que tinha experimentado. Quem segue este meu T0 na blogosfera pode ter reparado que não já escrevo tão detalhadamente sobre tudo o que vou fazendo, e a razão é que, felizmente, as coisas que faço são cada vez mais e actualizá-las já não é tão fácil e imediato. Ainda assim, saibam que não me esqueço de vocês (os cerca de 4), e que farei um esforço para manter a assiduidade, tanto por vocês como por mim próprio. E era isto. Vou ali gargarejar com um anti-séptico que a minha garganta está em fanicos. Espero amanhã acordar num país que não o Panamá, ao contrário do que aconteceu hoje. Durmam bem e sem se babarem, que é o que se quer.



publicado por Luís Franco-Bastos às 00:35
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2010
Miike Snow

Gostaria apenas de dizer publicamente que é muito bom. E é só.

 



publicado por Luís Franco-Bastos às 16:15
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2010
Macacos que usam smoking.

Se o casamento homossexual vale críticas da Igreja a Cavaco, já a Igreja vale críticas de Cavaco (e não só) a Deus. Por "e não só", entenda-se tão somente o resto da humanidade. E repare-se como, ao enunciar "o resto", incluí Cavaco na humanidade, muito embora, ao contrário de outros membros da sua espécie, este seja incapaz de ingerir bolo-rei sem o projectar primeiro em várias direcções. Mas voltemos à Igreja. Perante tamanha salganhada católica-apostólica, Deus sacode as responsabilidades. "É um franchise, eles usam a minha marca mas não sou eu a gerir aquilo", terá Ele dito em entrevista ao Correio da Manhã.

Quem espera da Igreja a perfeição que caracteriza Deus (se existe ou não, só Ele sabe, mas que é perfeito, é), está querer que uma lanterna do chinês ilumine tão bem como uma do Aki. E a culpa não é do chinês da loja, nem da criança pequinesa de 3 anos que montou a lanterna e a empacotou. É de quem não soube ver que nunca poderia obter o que desejava naquele estabelecimento, mas mesmo assim foi lá fazendo as mesmas exigências.

A Igreja Católica não é Deus na Terra. Não há Deus na Terra. Só temos o que está exposto. Pessoas, todas diferentes mas ridiculamente iguais. Todas extremamente imperfeitas e eternamente irregulares, capazes do melhor e do pior. Algumas com sífilis. Dessas, umas quantas dão missas. O que vestem e o que apregoam não muda a sua natureza, embora muitos, incluindo os próprios, se esqueçam facilmente disso. Dizia-se dum treinador de futebol brasileiro, Mário Zagallo, que a diferença entre este e Deus era que Deus não estava convencido que era Mário Zagallo. De certa forma, acho que tal piada se adequa a este caso. Pedofilia, ganância, corrupção, etc. Profundamente lamentável, mas expectável. Os representantes de Deus na Terra são homens, igualmente permeáveis ao so-called pecado, e não se tornam uma extensão da suposta divindade por usarem uma batina. Um macaco de smoking é na mesma um macaco. Tanto consegue separar embalagens usadas, como faz pocilgas de casca de amendoim.

Postas estas indagações acerca da máquina eclesiástica, cheira-me que serei obrigado a fazer um chorudo donativo aqui à paróquia de Campo de Ourique para evitar uma eternidadezinha junto a Belzebu. Assim como assim, preferia ir ter com o Patrão a ver se ele me explicava como funcionam, afinal, os franchises. Ainda não perdi a esperança, mesmo depois de morto, de abrir um McDonald's só meu. Se não fôr nesta vida, que seja na próxima.

 

 

Luís Franco-Bastos in Mundo Universitário, 22 de Julho de 2010



publicado por Luís Franco-Bastos às 13:44
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Quinta-feira, 8 de Julho de 2010
Tudo isto é o nosso fado.

Amo o futebol. Cresci a amar o futebol. E, como qualquer português, tive, durante anos, de me contentar com torcer pelo Brasil. “Os nossos irmãos, os nossos irmãos!”. Lembro-me de 1998, o meu primeiro mundial. Ronaldo, o Fenómeno. O herói Taffarel dos penalties nas meias. O destroçado Escrete contra os anfitriões na final de Paris. Foi a primeira vez que me apercebi que o Deus do futebol podia não ser brasileiro. Falo de Zidane.

Foi absolutamente inovador, para mim, poder torcer por Portugal, quando em 2000 fomos além de tudo o que eu esperava. Por mais contraditório que pareça, tive de aprender a torcer pelo meu próprio país. Foi estranho achar que éramos tão bons como os outros. “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Em 2002, o entusiasmo era mais que muito. Comprei um saco da selecção para levar o equipamento de educação física para a escola. Mas, afinal, voltámos a ser o que éramos.

Os volte-faces continuaram. Ora fomos os maiores, ora fomos terríveis. Embora tenha desperdiçado uma oportunidade que tão cedo não voltaremos a ter, com um conjunto de circunstâncias praticamente irrepetíveis, Luiz Felipe Scolari fez por Portugal o que nenhum português tinha feito. Tornou-nos, a todos, adeptos incondicionais da selecção. Uma dicotomia curiosa, já que o Brasil voltava a estar presente no nosso imaginário futebolístico. Com a sua saída, pareceu-me ver tudo andar para trás outra vez. E não me enganei.

Esta qualificação, este mundial que passou, estas exibições, estes casos, tudo isto é tão pequenino e tão português (futebolisticamente falando), que é demasiado previsível para chocar quem quer que seja. Com Scolari, fui adepto da selecção. Agora não sei se sou, porque não me revejo no que aconteceu. Sei que existe um Portugal que me entusiasma, mas não é este. A culpa não é de Queiroz, não é de Cristiano, não é dos 22 cm que colocaram David Villa em fora-de-jogo. É de tudo, e de todos. É nossa, porque não acreditámos em Queiroz. É de Queiroz, porque não acreditou tanto nele mesmo como precisávamos de sentir. É do peso excessivo da braçadeira num prodígio que ainda se sente demasiado invencível para conseguir lidar com a derrota. É de termos deixado o entusiasmo de Scolari partir com ele. É de, se calhar, termos achado que não valia a pena pôr uma bandeira na janela este ano. É de não termos sido todos como o Eduardo.

No seu reinado, Felipão fez-nos ser menos portugueses, e nunca os portugueses foram tão felizes. Uniu-nos. Catapultou-nos para além da nossa crónica (mas, paradoxalmente, curável) pequenez. Digam o que disserem, e ainda que nada tenha ganho, chegou mais longe do que qualquer um. Não por ter sido o primeiro a alcançar uma final. Chegou mais longe, porque chegou até nós.

 

 

Crónica publicada no Mundo Universitário no dia 08.07.10



publicado por Luís Franco-Bastos às 17:37
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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010
Back on the road.

Esta sexta-feira, 2 de Julho, o meu espectáculo a solo "Papel Químico" vai estar no Auditório Municipal de Avis. Apareçam, que vai ser de arromba. Ou não fosse a interpretação sublime, e o texto da Ana Ribeiro, Joana Marques e Roberto Pereira uma coisa do outro mundo. E tenho dito. Vemo-nos lá.



publicado por Luís Franco-Bastos às 02:20
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Sexta-feira, 25 de Junho de 2010
Ainda esta terça-feira.

Gravação de sketch para os Sacanas Sem Lei de manhã (entretanto emitido quinta-feira), e evento duma empresa à tarde, na Ericeira, que incluíu actuação e gravação de vídeo no local. Nada como gostarmos do que fazemos. Daqueles dias intensos que acabam com o quentinho cá dentro, do trabalho feito e bem feito. Que dizer? Venham mais, que são bem-vindos.



publicado por Luís Franco-Bastos às 22:12
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Sexta-feira, 18 de Junho de 2010
Coisas simples.

Como Tim Howard (EUA), no túnel, dar uma palmadinha nas costas do miúdo com quem vai entrar em campo de mão dada, e perguntar-lhe com um sorriso "Are you nervous?", ao que o miúdo acena positivamente, mas visivelmente feliz por estar a falar com um guarda-redes mundialmente conhecido. Coisas simples, que fazem do futebol mais do que um jogo, e fazem do Mundial a minha altura preferida do ano, de quatro em quatro anos.



publicado por Luís Franco-Bastos às 14:54
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Recentemente, n'A Rede.



publicado por Luís Franco-Bastos às 01:17
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Quarta-feira, 9 de Junho de 2010
Não me esqueço.

SILVER
Now, you listen to me, James Hawkins. You got the makings of greatness in ya'... But you gotta take the helm and chart your own course. Stick to it, no matter the squalls... And when the time comes you get the chance... to really test the cut of your sails... and show what you're made of, well, l hope l'm there... catching some of the light coming off ya' that day.



publicado por Luís Franco-Bastos às 01:52
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